


Dicas de Etiqueta Social
Convite para Jantar
Caso receba um convite impresso com R. S. V. P. , saiba que isso significa Réspodez, S'il Vous Plaît ( responda , por favor ). É para responder o mais rapidamente possível, dentro de 48 horas. Quando não houver especificação do traje ou sequer convite impresso, telefone para a dona da casa e pergunte como deve se vestir.
Não é obrigatório, mas, se for a primeira vez que vai à casa de alguém, fica muito simpático levar uma lembrança. Podem ser flores, mas nos dias que correm é provável que uma garrafa de vinho ou de outra boa bebida seja mais bem aceita.
Em caso de jantar mais cerimonioso, mande flores acompanhadas de um cartão.
A hora de chegar é um ponto muito discutível. Tolera-se, e até se espera, um atraso de 30 minutos. Não mais que isso. Lembre-se de que o seu atraso obriga os outros convidados a esperar, mortos de fome. Saiba também quando é hora de sair. Os donos da casa não podem, por dever de hospitalidade, dar sinais de impaciência ou de sono. Pelo contrário, em certos casos, sentem-se até na obrigação de insistir um pouco para que você não vá. Mas a verdade é que eles, que prepararam e orquestraram a festa, estarão sempre mais cansados do que você e esperam a sua delicadeza.
Se a festa for um Coquetel:
Num coquetel, em que os outros estão dependendo de você, a hora de chegada pode ser um pouco mais elástica. Mas não muito, porque se todos pensarem assim, o coquetel vai começar na hora em que deveria acabar.
A hora de acabar é um problema sério, porque as pessoas simplesmente vão ficando. Nos Estados Unidos, o convite já vem com hora de chegada e partida, mas no Brasil, nosso entusiasmo pelo convívio acabou desvirtuando o espírito do coquetel, que deveria começar cedo e acabar por volta da hora do jantar, e se destina justamente a eliminar este último, transformando-o numa maratona social que começa por volta das 19:30 e acaba frequentemente alta madrugada, depois de servido um prato quente. Ou seja, o coquetel acabou ficando mais cansativo para quem vai e mais caro para quem recebe.
A hora de sair, portanto, depende de seu bom senso, de sua intimidade com os donos da casa e do comportamento dos outros.
Não se prenda a ninguém e não deixe os outros se prenderem a você. Por prender, entenda aquela situação em que, de pé, com seu copo de uísque na mão, você se vê sozinha com alguém que não lhe interessa especialmente, e do qual não consegue se livrar.
Livre-se sem descortesia, escolhendo uma das formas:
· Peça licença por um instante, para ir retocar o batom ou pentear os cabelos;
· Segure alguém conhecido que passa e traga-o para a conversa;
· Peça licença para ir procurar sua amiga, seu namorado, seu marido;
· Aproveite o cumprimento de alguém de outra roda, estenda a resposta, mostre-se
animada e, delicadamente, vá "escorregando" para lá.
Lembre-se de que os salgadinhos nos coquetéis não se destinam propriamente a matar a fome das pessoas, mas a evitar que estas se embriaguem. Coma sempre alguma coisa, isso evitará pilequinhos inconvenientes. Acontece, muitas vezes, de você estar com uma pessoa desconhecida e ter que "puxar conversa". O melhor é perguntar pelo trabalho do outro, por seus interesses. Isso fornece sempre um bom filão. Com pessoas mais velhas, sobretudo senhoras, perguntar pelo trabalho não faz muito sentido. Apele então para os filmes que estão passando no momento, pergunte se ela gosta de teatro, ou então fale de televisão. Fale também de você, as pessoas gostam de saber e podem estar com medo de perguntar. Mas cuidado para não se entusiasmar demais pelo assunto e acabar soterrando seu interlocutor com um monte de informações que ele não pediu.

