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Direção defensiva

Trinta dicas para escapar dos imprevistos e curtir a viagem do começo ao fim


Sinônimo de lazer e descontração, a viagem de férias também corre o risco de ser envenenada por um problema mecânico, um documento esquecido ou pela pressa de chegar. Veja a seguir como evitar que pequenos ou grandes aborrecimentos atrapalhem seu programa.

Planeje a viagem - assim que escolher o lugar para onde ir, informe-se com quem já fez a mesma viagem, reserve hotel e faça uma previsão de gastos. Estude o mapa rodoviário e as condições das estradas para traçar um roteiro básico. Com a ajuda de guias, anote as melhores alternativas de parada ao longo do caminho.

Faça uma revisão no carro - antes de pegar a estrada, cheque pelo menos o estado dos pneus, o funcionamento dos faróis, lanternas, limpador de pára-brisa, extintor ( atenção à validade ) e macaco, e o nível do óleo do motor e do fluído do freio. Se estiver perto de fazer uma revisão programada, antecipe-a.

Confira a documentação do carro e não esqueça do manual do proprietário, da lista de concessionárias, do livreto de primeiros-socorros e do cartão do seguro. Por via das dúvidas, leve cópias autenticadas dos documentos originais.

Evite viajar à noite quando a visibilidade é menor e as falhas de sinalização se tornam mais evidentes. Se ainda estiver na estrada ao pôr-do-sol, acenda logo os faróis baixos.Mais do que ilegal, o costume brasileiro de usar apenas as lanternas do carro antes da escuridão total é tão perigoso quanto o de usar faróis altos ao cruzar com outro veículo.

Aproveite a manhã a viagem rende mais se começar bem cedo, logo ao nascer do sol, quando a temperatura é mais amena e as estradas estão mais vazias. Lembre-se porém de garantir uma boa noite de sono na véspera.

Cuidado com o sol em estradas de grandes retas nos sentidos leste-oeste e oeste-leste. Quem já viajou, por exemplo, de Porto Alegre a Osório (RS) ao nascer do sol, ou de Cascavel a Foz do Iguaçu (PR) no final da tarde, sabe o que é ser ofuscado pelos raios solares.

Não force o ritmo porque uma viagem de férias não é um rali. Enquanto algumas pessoas podem dirigir mais de 1000 km por dia sem grandes problemas, outras ficam exaustas depois de 400 ou 500 km. Se o sono vier, não tenha dúvida: pare no próximo posto ou passe a direção para outra pessoa.

Só ultrapasse na boa, a pressa e as más condições das estradas brasileiras costumam transformar pacatos cidadãos em infratores impacientes. Não caia nessa armadilha. Compense a irritação provocada pela fila de caminhões à sua frente ouvindo uma música no toca-fitas ou simplesmente conversando.

Coloque o cinto de segurança na altura adequada para você e ajude os companheiros de viagem a fazer o mesmo. Para os passageiros de trás, o cinto tem até dupla função: a de protegê-los e a de impedir que sejam arremessados, durante uma colisão, contra os ocupantes dos bancos.

Não recline demais o banco, tanto o motorista quanto o passageiro ao lado devem manter o encosto do banco num ângulo máximo de 120 graus. Mais do que isso, numa colisão, o cinto pode enforcar.

Regule o encosto de cabeça de modo que não fique abaixo da linha dos olhos. Dessa maneira, a proteção contra lesões graves na coluna cervical e no pescoço é muito maior.

Acomode as crianças até 4 anos em cadeiras especiais, presas pelo cinto de segurança do banco traseiro. Acima dessa idade, elas podem usar o cinto diretamente sobre o corpo, desde que sentadas sobre almofadas rígidas, para aumentar a altura.

Não coma demais. Se você é daqueles que não abre mão do ritual de se sentar à mesa para almoçar, dê preferência a comidas leves. Mas, se puder, substitua o almoço por um lanche rápido: você ganha tempo, dinheiro e disposição. Uma boa alternativa é ir matando a fome aos poucos, dentro do carro mesmo, com salgadinhos, biscoitos, sanduíches, frutas água e refrigerantes.

Dê uma parada a cada três horas, pelo menos, para esticar as pernas, tomar um cafezinho e se reenergizar, enquanto a criançada vai ao banheiro.

Evite fumar enquanto dirige, se isso não for impossível. Além de poupar os demais passageiros da sua fumaça, a brasa do cigarro pode cair dentro do carro, desviando perigosamente a sua atenção da estrada. Você poderá fumar com mais prazer, e sem patrulha, nas paradas programadas.

Deixe o álcool para depois. Tomar bebida alcoólica durante a viagem é assumir um risco tão desnecessário e absurdo quanto, por exemplo, dirigir com apenas uma das mãos. Álcool dá sono e arruina os reflexos do motorista. Adie o seu drinque para quando já tiver estacionado o carro no hotel.

Convoque um co-piloto. A viagem será muito mais agradável se tiver um passageiro do lado, além de mantê-lo animado com uma boa conversa, poderá ajudá-lo nas ações que poderiam distrair sua atenção - como mudar a estação de rádio, conferir o mapa ou apanhar os óculos escuros no porta-luvas.

Leve os óculos escuros. O excesso de luminosidade deixa a vista cansada e os reflexos mais lentos. Se você é míope ou hipermétrope, providencie um par de óculos extra, com a mesma receita do que usa no dia-a-dia, mas com lentes escurecidas.

Apure os reflexos com a ajuda do ar-condicionado. A temperatura ligeiramente mais fria do que a normal vai ajudá-lo a manter-se bem acordado.

Previna-se. Não custa nada levar no carro uma lanterna de mão, um pedaço de corda, um canivete, uma caixa de medicamentos básicos e algumas ferramentas extras. Não esqueça também de uma flanela para desembaçar os vidros, do papel higiênico e de alguns saquinhos para o lixo das crianças.

Arrume a bagagem mais pesada na parte central do porta-malas, deixando-a também o mais próximo possível do interior da carroceria. Dessa maneira, evita-se a pressão sobre uma da rodas ou sobre a traseira do carro, garantindo a estabilidade. Deixe para colocar o triângulo por último, em lugar bem acessível.

Controle a altura da carga que levar no bagageiro do teto: ela não pode passar de 55 centímetros. Distribua a bagagem por igual e amarre bem. No espaço atrás do banco traseiro, leve apenas volumes pequenos: além de atrapalhar a sua visão, eles podem ser arremessados contra você e contra o passageiro do lado, no caso de uma colisão.

Prenda a bicicleta em suportes adequados, que não tapem a sua visão. Se ela for colocada na traseira, certifique-se de que suas rodas não estejam ultrapassando a largura do carro. Se for fixada no teto, lembre-se que o carro ficou mais alto.

Lembre-se das crianças ao passar por trechos sinuosos, especialmente nas regiões serranas. Para evitar que elas enjoem ou vomitem, não dirija em alta velocidade, mantenha o carro arejado e previna-se levando água e até calmantes.

Reduza a velocidade assim que começar a chover e deixe uma distância maior entre o seu carro e o que vai à sua frente. Conforme a intensidade da chuva, acenda as lanternas ou os faróis baixos, mesmo durante o dia.

Evite ultrapassar sob neblina. Ligue os faróis auxiliares e diminua a velocidade, tanto quanto for necessário. Caso a visibilidade esteja muito prejudicada, estacione em local seguro, o mais afastado possível da pista, e sinalize com o triângulo e o pisca-alerta.

Cuidado com as curvas para a direita, principalmente em estradas com grande movimento de caminhões. Nos veículos pesados, o tanque de óleo diesel ficam do lado direito e costumam derramar combustível na pista, deixando-a escorregadia.

Atenção com os pedestres ao atravessar cidades e povoados às margens da rodovia. Reduza a velocidade independentemente de haver ou não lombadas, passarelas ou semáforos. Lembre-se que o perigo de animais na pista também é maior nesses trechos.

Preste socorro sem hesitação, no caso de ser o primeiro a chegar ao local de um acidente. Sinalize o local com um triângulo e galhos de árvores e peça ajuda a outros motoristas. Se precisar remover feridos, ou fazer algum tratamento de emergência, consulte o manual de primeiros socorros.

Não se irrite com os pequenos acidentes de percurso. Se um pneu furar, sinalize com o pisca-alerta e o triângulo e faça a troca sem drama - verá que ela demora menos do que você imagina. Mas não deixe de consertar o furo na primeira oportunidade: os apressados às vezes são punidos com um segundo pneu furado quando estão sem estepe.


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